quinta-feira, 12 de abril de 2007

O ESQUELETO



Só tenho uma palavra para definir este processo do canudo do primeiro-ministro: enorme.

Não vemos um político ter que se defender das promessas não cumpridas, nem dos erros ou faltas da sua administração. Nem o vemos acusado de ofender os costumes ou de ter contribuído para a dessacralização de algum luso "Salão Oval".

Acusam no antigo aluno o actual governante, com uma tenacidade admirável, que certamente não vai descansar enquanto não arrancar um esqueleto do armário. Nem que seja de plástico, como diz o O'Neil!

Que autoridade, que superioridade moral é esta que enche a boca destes paladinos da pureza dos títulos, senão as que lhes vêm duma cultura acaciana que Eça, aparentemente, não zurziu o suficiente, e que não se conforma com a igualdade dos cidadãos?


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