quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

O ABISMO DO TEMPO


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"Somos todos mortais, com uma duração justa. Nunca maior ou menor. Alguns morrem logo que morrem, outros vivem um pouco, na memória dos que os viram e amaram; outros, ficam na memória da nação que os tem; alguns alcançam a memória da civilização que os possui; raros abrangem, de lado a lado, o lapso contrário de civilizações diferentes. Mas a todos cerca o abismo do tempo, que por fim os some, a todos come a fome do abismo (...)"

"O Livro do Desassossego" (Fernando Pessoa)


O escândalo duma consciência inútil, que só pode confrontar-se com o supérfluo do pensamento e o efémero da luz!

Quando se sobrevoa, como ali, a total falta de importância da fama, a nossa existência parece ainda mais gratuita e inexplicável.

Por isso, a tarefa mais urgente é a do sentido.

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