quarta-feira, 24 de agosto de 2011

OS QUE SE SALVAM




André Malraux (1901/1976)



André Malraux diz que a Revolução (no seu tempo) desempenhava o mesmo papel que outrora a vida eterna: salvava aqueles que a faziam.

Só isso explica, por exemplo, que as vítimas dos processos de Moscovo, nos anos trinta, fossem vítimas “consententes” e mártires aos seus próprios olhos.

A história encarregou-se de “retirar o tapete” (ou o ascensor) a esses mártires  e (salvo uns poucos) de tornar mais conscientemente religiosos os que se querem salvar.

Mas a ideia da Revolução não morreu. Deixou só de ter conteúdo. Para dizer a verdade, é uma ideia quase só negativa. Só sabemos que este sistema se condena a si próprio.

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