quinta-feira, 14 de maio de 2009

O PROCESSO SEM FIM



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"O futuro das máquinas inteligentes, creio eu, reside menos nos peritos ou nos filósofos da inteligência artificial do que nos engenheiros informáticos e cientistas - hardware e software designers - que, ignorando o debate, irão onde quer que a compreensão tecnológica e científica os possa levar."

"The Dreams of Reason" (Heinz Pagels)


Se o debate tivesse alguma importância no futuro científico e tecnológico, poderíamos esperar que as considerações éticas jogassem nesse futuro algum papel, poderíamos esperar alguma espécie de controlo e de compreensão sobre uma questão tão crucial para a humanidade.

Mas a perspectiva de Pagels, com a qual, infelizmente, tenho de concordar, pois é a repetição dum processo conhecido, sobretudo desde que deixámos para trás a física clássica, é duma crescente independência do sistema técnico-científico, o qual descolou de quaisquer objectivos "antropológicos" em favor dos do universo da lógica e corresponde, cada vez mais, à definição do que, por exemplo, Niklas Luhmann caracterizava como um sistema autónomo face ao ambiente humano.

A questão parece insolúvel, visto que o primado da filosofia e da ética interromperiam o processo revolucionário do desenvolvimento técnico-científico.

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