sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

O ESPLENDOR DA MEMÓRIA


"O esplendor na relva" (1961-Elia Kazan)


"That though the radiance which was once so bright be now forever taken from my sight. Though nothing can bring back the hour of splendor in the grass, glory in the flower. We will grieve not, rather find strength in what remains behind."

William Wordsworth


Ninguém pode trazer de volta essa hora. Basta ter vivido.

Mas o filme de Kazan é também uma crítica de costumes.

O amor dos jovens é contrariado por um pai frustrado que pretende viver a vida do seu filho (Warren Beatty) e pela obsessão duma mãe na negação da sexualidade (só os homens é que têm prazer), que empurra Norma Dean (Natalie Wood) para uma instituição mental.

Parece implícita a ideia de que se os jovens tivessem ido "demasiado longe" (nas palavras da mãe), se evitaria todo aquele sofrimento.

Mas isso é a ideologia deste filme de 1961 que hoje, por certo, suscitará apenas um sorriso de incredulidade.

E o que se salva é a eterna experiência da juventude perdida e que, apesar disso, vive no âmago duma nova força.

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