quinta-feira, 16 de julho de 2015
HIERÓGLIFO
quarta-feira, 15 de julho de 2015
O SEM-FIM POLÍTICO
terça-feira, 14 de julho de 2015
DISCIPLINA E AUTORITARISMO
segunda-feira, 13 de julho de 2015
TUDO É RELATIVO?
A infeliz confusão entre o nome da mais famosa teoria científica do século passado e a opinião espalhada por toda a parte que é conhecida por relativismo é aqui incentivada pelo próprio autor da teoria, talvez levado pelos seus sentimentos em relação à atroz perseguição dos judeus no seu tempo.
Porque é bom de ver que a revolução da Física, e da nossa visão do Cosmos não se podiam ter ficado a dever à afirmação banal de que a visão das coisas depende de um 'ponto de vista', a qual, já agora, não tem nada a ver com o 'relativismo' que, mais do que o reconhecimento da importância da perspectiva é uma filosofia e uma moral que defendem que tudo se equivale e que tudo está justificado pela sua circunstância.
A vida do grande homem de ciência demonstra que abominava o niilismo implícito na opinião relativista.
Mas - quem sabe? - talvez no momento estivesse farto de entrevistas e daí o seu descuido. Esse é tão pouco o verdadeiro Einstein como o daquela inagem em que nos deita a língua de fora.
No fundo, ele estava-se a borrifar para a gravidade.
domingo, 12 de julho de 2015
A CRENÇA NO FUTURO
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"Mas não podem escapar. Este puro elogio da volição acaba na mesma destruição e no mesmo vazio da mera perseguição da lógica. Exactamente como o pensamento completamente livre envolve a dúvida sobre o próprio pensamento, assim a aceitação do mero 'querer' na realidade paralisa a vontade."
"Orthodoxy" (G.K.Chesterton)
Nesta encruzilhada europeia, todos os países podem invocar a democracia e a vontade do povo para defenderem posições incompatíveis. Verifica-se que a ideia da Europa não vingará pela simples vontade das cúpulas, nem através de um processo genuinamente democrático. Lincoln surge aqui para nos lembrar que não foi a livre discussão que forjou a unidade americana. Os nossos costumes não mudaram tanto que não possamos aprender com a guerra civil dessa grande nação.
Todos os países que formam a UE são construções 'naturais', cheias de 'anomalias' resistentes a qualquer 'conformação' continental.
Claro que há grandes mudanças a partir de cima (mas nunca conforme os 'reformadores', ou os monarcas 'esclarecidos as pensaram). Ivan o Terrível ou Pedro o Grande da Rússia conseguiram-no, com custos humanos incalculáveis. O nosso Marquês foi um homem duro, com uma espécie de mandato conferido pela catástrofe
Mas não devemos menosprezar a força das leis para corrigir os costumes. A convivência com as novas ideias muda também a disposição dos povos, ou pelo menos a das novas gerações. Bonaparte perdeu a guerra europeia, mas não a paz que se lhe seguiu. Julien Sorel ("Le rouge et le noir") não foi a única cabeça esquentada pela 'Campanha de Itália' e a mensagem da Revolução Francesa.
Talvez se possa dizer que as grandes reformas precisam de força para serem rápidas (mas quase sempre traídas), e de tempo para se imporem pacifica e definitivamente
Do que a Grécia actual precisa é de líderes que vejam o horizonte para lá das árvores. Se faltarem, impor-se-á a força míope dos banqueiros.
A visão que se pede é, no fundo, uma crença no futuro. Aqueles que pensam só dentro da 'caixa do presente' são os nossos coveiros.
sábado, 11 de julho de 2015
TATUAGEM
Ao balcão da snack, o calor expõe a rude tatuagem, com data e tudo.
O que é que a idade faz com tudo isso?
O arrependimento obrigava a constantes explicações.
Por isso, aquele momentâneo desvario juvenil se tornou doutrinário.
Ao inscrevermos no corpo uma pertença, fazemos um juramento para toda a vida.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
A REDE TEÓRICA
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"O papel da física matemática é exactamente levantar questões, apenas a experiência pode resolvê-las."
(Poincaré)
Neste caso, de acordo com o raciocínio intuitivo, as questões teóricas não nasceriam da experiência, mas da própria teoria. É a ideia de uma rede de pensamento cobrindo o mundo.
Mas o grande matemático diz a seguir que os problemas teóricos só podem ter solução na experiência, o que já me parece objectável. Porque a teoria é consequente consigo mesma, em primeiro lugar, e a referência ao mundo não lhe é essencial. Qual é, pois, a relação entre a 'experiência' e a 'rede do pensamento', ou o mundo das ideias?
Para que a 'solução' na experiência de qualquer problema da 'física teórica' seja possível, tem de se acomodar à 'rede' ou provocar uma adaptação na lógica do reticulado. A teoria da relatividade deveu o seu enorme sucesso à sua capacidade de 'explicar' o mundo melhor do que qualquer outra teoria. A 'confirmação' pela experiência venceu as resistências e consagrou a 'relatividade', a nível mundial. Significa isso que o verdadeiro problema (teórico) não estava resolvido antes daquele sucesso?
É porque a ciência tomou partido por um mundo sem milagres, sem essência inacessível, sem intenção divina ou satânica que o nosso mundo se tornou o objecto passivo da análise teórica. O pensamento nunca é repelido pela força se se aprender a arte de navegar.
A rede, ou a prótese mcluhaniana do nosso cérebro (que o 'numérico' da Internet parece ter demonstrado de uma forma espectacular) dir-se-ia que contorna todos os obstáculos, simplificando o universo, cuja realidade deixou de nos interessar.













