sábado, 17 de maio de 2014
SOM E FÚRIA
sexta-feira, 16 de maio de 2014
A ILHA FORA DO MAPA
Na verdade, o exemplo de outros "naufragados", isolados durante muito tempo dos outros homens, faz do herói de Defoe o mito por excelência do "self-made man".
quinta-feira, 15 de maio de 2014
CALIGRAFIA SENTIMENTAL
quarta-feira, 14 de maio de 2014
FÉNIX
"Gide não se confronta consigo próprio, sucede a si mesmo."
(Jean Prévost)
O romancista do 'acto gratuito' não pertencia à linhagem de um Camus, por exemplo. Num mundo absurdo - e o mundo sem Deus pode ser declarado tal, segundo a lenda do Grande Inquisidor (Dostoiewski), o crime de Lafcadio, em "As caves do Vaticano", que empurrou para fora do comboio em andamento um desconhecido qualquer, não está justificado por nada e não faz qualquer sentido no mundo moral que herdámos do cristianismo. Todo o crime cairia, assim, sob a alçada da estética. Lafcadio não está longe de se considerar um artista, como o Brandon ("The Rope") de Hitchcock.
Temos todos obrigação de saber mais do que isso, porque o sentido decorre do mundo com os outros e há mais do que uma religião, mesmo sem clero, nem símbolos consagrados. O 'acto gratuito' não pode ser concebido 'sem pecado'.
A sentença de Prévost parece 'contaminada' com a 'imoralidade' das personagens de André Gide, estabelecendo uma passadeira fácil entre a obra e a vida do autor.
O escritor renasceria como a Fénix depois de cada 'experiência'. De queda em queda, sempre virginal e irresponsável. Gide poderia ser, então, o verdadeiro modelo das suas personagens. Ou, melhor, as suas personagens poderiam ser a fogueira dos seus 'renascimentos'.
terça-feira, 13 de maio de 2014
O MAIOR MISTÉRIO
"A maior economia que se pode realizar na ordem do pensamento é a de aceitar a não-inteligibilidade do mundo - e de nos ocuparmos do homem."
segunda-feira, 12 de maio de 2014
BOIS SEM PALÁCIO
"(...) Na pequena sala de jantar ao lado, percebíamos o pai a andar de um lado para o outro. Não devia ter a sua atitude pronta ainda para a circunstância. Talvez esperasse que os acontecimentos se precisassem antes de ter de escolher uma postura. Permanecia numa espécie de limbo. Os seres vão de uma comédia para a outra. Entretanto, a peça não está montada, eles não discernem ainda os contornos, o seu papel propício, então permanecem ali, de braços bamboleantes, diante do acontecimento, os instintos virados como um guarda-chuva, sacudidos de incoerência, reduzidos a si mesmos, quer dizer, a nada. Bois sem palácio."
Admirável, esta cena do pai que não sabe como reagir ao aborto mal sucedido da filha a esvair-se em sangue, enquanto a mulher se preocupa apenas com a vergonha de a levar ao hospital!
Eu sei que Céline foi um mau cidadão e que professou ideias abomináveis que o levaram ao exílio e à exclusão.
Mas penso que no fundo essas ideias eram uma precaução, o veneno que protegia o seu ódio à mentira dos homens.
domingo, 11 de maio de 2014
SANTOS DE TODOS OS TEMPOS
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| Stendhal (1783/1842) |













