terça-feira, 8 de abril de 2014
CLARO-ESCURO
segunda-feira, 7 de abril de 2014
QUEEQUEG
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| Abby Schlacter, Queequeg in her Coffin II, 1997 |
domingo, 6 de abril de 2014
PARÁBOLA DOS CEGOS
sábado, 5 de abril de 2014
A INSTRUÇÃO DE JOB
sexta-feira, 4 de abril de 2014
WILD LIFE

Não há quem não se sinta fascinado por esse passado animal que já vemos como no museu, porque nenhum de nós, telespectadores, se embrenhará jamais numa verdadeira floresta, expondo-se aos seus reais perigos.
A nossa consciência ecológica percebe a ameaça que pesa sobre esse mundo.
Se dispuséssemos doutra consciência do tempo, até nós nos veríamos ameaçados.
Pelo futuro? Pelo passado?
quinta-feira, 3 de abril de 2014
A CÔRTE CELESTE
"(...) a ciência pensa como uma assembleia, como um tribunal ou uma igreja, e funciona como eles, de maneira que, na realidade, a história das ciências evolui, no pormenor como nas leis de conjunto, como uma repetição da história das religiões ou do direito."
quarta-feira, 2 de abril de 2014
VALE DE LOBOS
"Tudo se ressentiu na sociedade portuguesa, com o desaparecimento desse alto poder moderador, destinado a ser o núcleo do seu governo moral. À tribuna parlamentar nunca mais tornou a subir um homem cuja voz firme, sonora e vibrante levasse até os quatro cantos do país a expressão viril das grandes convicções inflexiveis, dos altos e potentes entusiasmos ou dos profundos e implacáveis desdéns. Essa pobre tribuna deserta degradou-se sucessivamente até não ser hoje mais do que uma prateleira mal engonçada com algum lixo e o respectivo copo de água."
terça-feira, 1 de abril de 2014
PRIMAVERA
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| Auguste Comte |
"Medito neste momento sobre um pensamento de Augusto Comte, que diz que as mudanças possíveis são muito pequenas, mas suficientes."
(Alain)
Não suficientes, de qualquer modo, para os que têm pressa de chegar "rumo à estrela polar", como no verso de Gedeão.
Não se pense que a impaciência é só característica da juventude. Alguns velhos querem fazer do seu tempo de vida a 'coda' final que resume e confirma as convicções de uma vida.
No tempo em que os sacerdotes egípcios guardavam os segredos do céu no templo, as coisas não corriam de todo. A mudança é uma ideia moderna e a aceleração do tempo é de ontem.
No nosso canto da Europa, já vimos os regimes sucederem-se e assistimos ao 'desembarque' na lua, a par de outras maravilhas como a internet.
As mudanças possíveis são, porém, realmente pequenas. Dá a ideia que cinco anos bastaram para o 'Ancien Régime' dar lugar à maior mudança política até então verificada, à ceifa dos revolucionários e à instalação do novo-velho poder (a burguesia já detinha o poder de facto). Logo a mudança foi aparente. Pôs-se os pontos nos ii à custa de um massacre.
Mas essa leitura é desiludida. Acima da realidade dos factos, escreveu-se uma história simbólica que é parte da França moderna. Foi essa história que teve as repercussões que se sabem na cabeça dos bolcheviques e na nossa, auto-complacentemente democrática.
É esse tempo 'histórico' que nos faz ver oportunidades, quase sempre perdidas, para as mudanças capitais em sinais 'errados' de uma mudança real, mas lenta e subterrânea.













